Quem sou eu

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São Carlos (cidade natal), SP, Brazil
Sou formada em Psicologia pela UFU em 1996, fiz Aprimoramento Profissional em Psicologia Hospitalar pela PUC/Camp em 1998, formação de Educadora Perinatal pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa em 2004, e Curso de Extensão em Preparação Psicológica e Física para a Gestação, Parto, Puerpério e Aleitamento pela UNICAMP em 2006, onde,neste mesmo ano, participei da palestra "Dando à luz em liberdade - Parto e Nascimento como Evento Familiar" com a parteira mexicana Naolí Vinaver Lopez. O que é uma doula? Aquela que serve (ajuda)outra mulher durante o trabalho de parto. Gosto de pensar a doula como acompanhante facilitadora. E o que é educadora perinatal? Aquela que tem formação para dar cursos para gestantes, falando sobre as mudanças no corpo da gestante, desenvolvimento do feto, parto, amamentação, puerpério e primeiros cuidados com o recém-nascido. Atualmente morando em São Carlos/SP. Contato: vaniacrbezerra@yahoo.com.br (16) 99794-3566 (16)34137012

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Andréia e Juliana - (desne)cesárea por sofrimento obstétrico

Sofrimento obstétrico = sofrimento do obstetra (ou bostetra, como queiram...)

(Mensagem escrita em 28/11/2004, relatand o nascimento da minha sobrinh, Juliana, dia 25/05/1995).
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Bom dia a todos....

Sou de São Carlos, irmã da Vânia, tenho 32 anos e uma filha de 9 anos
lindíssima (parece com a mãe!!) que é a Juliana. Trabalho na parte
administrativa de uma escola particular daqui...

Minha experiência na maternidade foi psicológicamente terrível. Hj em dia
tenho dó das grávidas quando penso que elas vão ter que ir pra uma
maternidade....

Tive a Ju por cesárea com 41 semanas pela última menstruação e com 40
semanas pelo ultrassom. Com 39 semanas meu médico me disse que eu estava
caminhando pra cesárea por que o bebê não havia "encaixado", que meu colo
do útero ainda estava molinho...

A data prevista do parto era 18/05 e no dia 24/05 ele me pediu que fosse
no dia seguinte pra maternidade porque ele seria o ajudante do Dr. ... (que tem um nome sugestivo, do tipo que está se lixando para as parturientes).

Fui pra maternidade sem entrar em tp, sem romper bolsa, sem nada!!!
O tal do Dr. de nome sugestivo disse pro meu médico que ele só mandava presente de
Tróia. Tive que corrigir o burro, mesmo já estando anestesiada...

Passei a gravidez inteira pedindo pro meu médico não segurar a Ju pelo
calcanhar. O anestesista me disse: "Mãe, olha desse lado que ela vão te
mostrar o bebê". E.....lá estava a Ju pendurada de ponta cabeça
gritando....

Como eu pesava 133 quando engravidei e fui pra maternidade com 137kg sofri
muitas humilhações. Mais do que já se sofre...

Tinha uma enfermeira que me chamava de Fofão, tinha uma que vinha auscutar
o bebê e dizia (ela fez isso umas 3 vezes!!!!) - "Vamos ver se embaixo de
toda essa banha a gente ouve algum bebê"!

Ela nasceu as 9h...fui deixada na mesa até às 11h30 porque tinha que
juntar alguns enfermeiros pra me passar pra maca.

Às 22h a enfermeira entrou no quarto com a Ju nos braços olhou pra mim e
disse:
- "Ah... vc ainda tá com soro e sonda? Amanhã eu te trago ela então".

Ergui meus braços e gritei: - Nããããooooo, deixa eu ver ela!!!

Aquela imbecil foi embora com o meu bebê e só trouxe às 6h do dia
seguinte. Detalhe: eu continuava com o soro, com a sonda, e ainda tinha as
costas doendo por não poder (elas me falavam isso) mudar de posição, suja
e cansada de tanto chorar por não ter visto minha filha ainda.

A Ju já tinha uns 5 anos qdo parei de chorar ao lembrar dessa coisas...

Se eu tivesse a metade coragem que a Vânia tem seria muuuuitttooooo
diferente né?

Talvez SE eu quisesse outro filho peitaria muito médico por aí...Nas
enfermeiras eu daria uns tabefes mesmo....

Um abraço a todos,
Andréia Luiza.

2 comentários:

  1. Já conversei muitas vezes com a Andréia a esse respeito, e empre reafirmo: mais do que coragem, eu tinha acesso a informações, eu já tinha assistido 3 cesáreas quando era estudante de Psicologia (uma delas necessária), já tinha visto minhas duas irmãs se recupernado de cesáreas, e tive a sorte d procurar informações sobre o Parto Leboyér e encontrar mais do que isso, encontrar um grupo de apoio ao parto natural.

    Hoje em dia posso dizer a mesma coi qu a Andréia disse neste relato: se quando eu estava grávida, tivesse acesso às informações que tenho hoje, meu parto também teria sido diferente. Eu nõ sabia dos riscos deum parto induzido quando aceitei a indução. E dei sorte, muita sorte, por que a única coisa que meu filho teve foi uma icterícia neonatal sem sequelas.

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