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São Carlos (cidade natal), SP, Brazil
Sou formada em Psicologia pela UFU em 1996, fiz Aprimoramento Profissional em Psicologia Hospitalar pela PUC/Camp em 1998, formação de Educadora Perinatal pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa em 2004, e Curso de Extensão em Preparação Psicológica e Física para a Gestação, Parto, Puerpério e Aleitamento pela UNICAMP em 2006, onde,neste mesmo ano, participei da palestra "Dando à luz em liberdade - Parto e Nascimento como Evento Familiar" com a parteira mexicana Naolí Vinaver Lopez. O que é uma doula? Aquela que serve (ajuda)outra mulher durante o trabalho de parto. Gosto de pensar a doula como acompanhante facilitadora. E o que é educadora perinatal? Aquela que tem formação para dar cursos para gestantes, falando sobre as mudanças no corpo da gestante, desenvolvimento do feto, parto, amamentação, puerpério e primeiros cuidados com o recém-nascido. Atualmente morando em São Carlos/SP. Contato: vaniacrbezerra@yahoo.com.br (16) 99794-3566 (16)34137012

domingo, 31 de maio de 2009

Exercícios práticos para treinamento de futuros papais e mamães.

(O grau de dificuldade de cada exercício é equivalente a tratar de uma criança com um ano de idade):

Vestindo a roupinha:

Compre um polvo vivo de bom tamanho e vá colocando, sem machucar a criatura, nesta ordem: fraldas, macaquinho, blusinha, calça, sapatinhos, casaquinho e touquinha. Não é permitido amarrar nenhum dos membros. Tempo de execução da tarefa: uma manhã inteira.

Comendo sopinha:

Faça um buraquinho num melão, pendure o melão no teto com um barbante comprido e balance-o vigorosamente. Agora tente enfiar a colherinha com a sopa no buraquinho. Continue até ter enfiado pelo menos metade da sopa pelo buraquinho. Despeje a outra metade no seu colo. Não é permitido gritar. Limpe o melão, limpe o chão, limpe as paredes, limpe o teto, limpe os móveis à volta. Vá tomar um banho. Tempo para execução da tarefa: uma tarde inteira.

Passeando com a criança:

Vá para a pracinha mais próxima. Agache-se e pegue uma bituca de cigarro. Atire fora a bituca, dizendo com firmeza: NÃO. Agache-se e pegue um palito de picolé sujo. Atire fora o palito, dizendo com firmeza: NÃO. Agache-se e pegue um papel de bala. Atire fora o papel de bala, dizendo com firmeza: NÃO. Agache-se e pegue uma barata morta. Atire fora a barata morta, dizendo com firmeza: NÃO. Faça isso com todas as porcarias que encontrar no chão da pracinha. Tempo para execução: o dia inteiro.

Passando a noite com o bebê:

Pegue um saco de arroz e passeie pela casa com ele no colo das 20 às 21 horas. Deite o saco de arroz. Às 22:00 pegue novamente o saco e passeie com ele até às 23:00. Deite o saco e vá se deitar. Levante à 1:30 e passeie com o saco até 2:00. Deite o saco e você. Levante às 2:15 e vá ver a sessão corujão porque não consegue mais pegar no sono. Deite às 3:00. Levante às 3:30, pegue o saco de arroz e passeie com ele até às 4:15. Deitem-se os dois (cuidado para não usar o saco de travesseiro). Levante às 6:00 e pratique o exercício de alimentar o melão. É permitido chorar.

Repita tudo o que disser, pelo menos cinco vezes. Repita a palavra NÃO a cada 10 minutos, fazendo o gesto com o dedinho. Gaste uma parcela significativa do seu orçamento com leite, fraldas, brinquedos e roupinhas. Passe semanas a fio sem transar, sem ir ao cinema, sem beber, sem sair com amigos. Não é permitido enlouquecer!
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Eu adoro esta piada! e adoro mais ainda o fato de que depois de um tempo a gente morre de saudade destas coisas!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Escrevi esta carta quando estava no final da gestação, por que simplesmente me recusei a "engolir o sapo e ficar calada". Ela foi longe... foi capa do site da Fiocruz por uma semana, entrou como argumento no projeto de lei da Senadora Ideli, pelo direito de termos acompanhante durante o trabalho de parto e parto, foi verso de um manifesto da Rehuna durante a XII Conferência Nacional de Saúde, em 2004, no Rio de Janeiro, e foi publicada no livro "Humanizando Nascimentos e Partos" (pag, 186 a 188), de Daphne Rattner e Belkis Trench, ed. Senac, São Paulo, 2005.

Nunca recebi nenhum tipo de resposta, nem da Sta Casa referida, nem dos doutores envolvidos na história... mas ter contribuído para o aumento da indignação pela proibição já foi suficiente!
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CARTA ABERTA À COMUNIDADE

Aos Excelentíssimos Senhores Diretores daSanta Casa de Misericórdia de Guaxupé.

Gostaríamos de manifestar nosso absoluto espanto e indignação diante da negativa ao nosso pedido da presença do pai durante o nascimento do nosso filho. Parece-nos absolutamente incrível tal negativa, e ainda mais sendo baseada em argumentos tão fracos. Inesperado para nós foi encontrar um entrave justamente no item que nos parecia ser o mais fácil, mais lógico, e o mais amplamente adotado em todosos centros médicos decentes existentes em nosso país - a presença do pai -,pois todas as outras solicitações que fizemos à equipe médica que nos atenderia, no sentido de conseguirmos um parto o mais natural e humanizado possível, foram atendidas. Assim fica claro que esta instituição tem uma estrutura física muito boa, um laboratório de ótima qualidade, uma suíte de primeiro mundo, e profissionais de várias áreas dispostos a melhorar a qualidade do atendimento visando a humanização do mesmo. Apenas os senhores diretores se negam a evoluir da mesma forma. Gostaríamos de obter então uma resposta mais honesta, pois nos parece que a decisão desta diretoria vem sem nenhum embasamento lógico. Dizer que não permitem a presença do pai devido ao risco de infecção é no mínimo nos tomar por tolos. Dizer que não querem mudar o modo como sempre agiram (abrindo uma exceção) é o mesmo que se passar por tolos. Por fim dizer que não há estrutura física para nos atender!! Qual é a estrutura necessária para o pai estar junto na sala do parto?!!

Permitam-nos analisar seus argumentos um a um.

1) Risco de infecção.Talvez pensem que a pele de um NÃO médico carrega mais vírus e bactérias do que a de um médico, e em sendo assim o pai só pode estar presente se também for um de vocês. Sim, porque sabemos que se o pai fosse médico ele poderia entrar sem nenhum problema, mesmo que não fosse obstetra ou pediatra.Realmente o argumento de controle de infecção para barrar a presença do pai é infinitamente fraco.

2) Não abrir uma exceção, já que o mesmo pedido já foi negado para outras famílias, e uma permissão agora abriria um precedente. Isso nos parece o mesmo que dizer: "somos atrasados, gostamos de ser assim e pretendemos continuar sendo, a não ser que venha uma lei que nos obrigue a evoluir ou escolher outra profissão". Os senhores, justamente por lidar com vidas humanas, deveriam ser os primeiros a ter um verdadeiro interesse em estar sempre atualizados. No entanto não parece ser esse o caso, já que atualmente não só a presença do pai é permitida, como também a de uma profissional chamada de doula, cuja função é dar suporte ao casal que passa por este momento que é tão especial e ao mesmo tempo de grande intensidade emocional. Ela atua acompanhando o casal durante todo o trabalho de parto, proporcionando ganhos tanto físicos quanto emocionais. Valeria a pena inteirarem-se das evoluções no atendimentoàs parturientes, pois acham-se muito atrasados.

3)Finalmente quanto ao último argumento: falta de estrutura física. Esse é o mais difícil de comentar tal o seu despropósito! Qual a estrutura necessária para que o pai possa estar presente na sala de parto?! Um banquinho para elese sentar atrás da mãe? A indumentária adequada para ele vestir?! Um pouco de sabão e álcool iodado para lavar as mãos? É isso que falta?! Parece-nos que é muito mais a falta de boa vontade e visão humanitária.É um absurdo que seja necessária uma lei que os obrigue a agir de forma mais humana no tratamento a seres humanos! Assim, enquanto não vem a lei, continuamos a ser tratados como números, como mais um "caso", ou apenas maisum parto. E já que estamos falando em estrutura: nossa Santa Casa dispõe de recursos para reformar uma suíte, tornando-a "digna de primeiro mundo", e, no entanto, não pode comprar mais um banquinho para o Centro Obstétrico? Realmente nos tomam por tolos...

Para encerrar queremos deixar claro que nosso repúdio a tal negativarefere-se exclusivamente a este evento, e que absolutamente nada temos contra vossas pessoas. Apenas gostaríamos de ser considerados e tratados como adultos, bem informados e capazes, pois nos sentimos ofendidos obtendo uma resposta baseada em argumentos tão descabidos. Lamentamos muito sermos obrigados a levar recursos que poderiam pagar profissionais de nossa cidade para outro Estado, e a empreender uma viagem durante um trabalho de parto, com todo o desconforto e até com certo perigo que isso pode acarretar, apenas para buscar o que consideramos ser nosso de direito: sermos atendidos como uma família digna de respeito.

Sem mais para o momento nos subscrevemos:

Guaxupé, 19 de novembro de 2003

Raul Luís Mendonça Nunes - que antes deste esteve presente em todos os nascimentos de seus filhos (sendo o primeiro há 18 anos);

Vânia Cristina Rondon Bezerra - psicóloga hospitalar.

Luís Felipe Nunes - nascido em 12/11/2003, na presença do pai.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O texto abaixo, do psiquiatra José Angelo Gaiarsa foi um dos primeiros que me chamaram a atenção para a necessidade de mudanças no cenário do nascimento. Eu já tinha lido o "Nascer Sorrindo" do Dr. Leboyer, mas na época eu estava na faculdade, e achei que misturar poesia com ciência "não dava liga". Hoje reconheço a importância que o Dr. Leboyer teve para o início destas mudanças pelas quais trabalho.

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O CRIME GRITANTE CONTRA A HUMANIDADE QUE SÃO AS MATERNIDADES

"Trata-se de um crime de má fé, não de simples ignorância, porque o obstetra tem uma boa idéia dessas coisas e de outras também. Um bichinho qualquer ficou lá dentro meses, em simbiose autêntica. Sai o filhote e a fêmea está em volta, a primeira coisa que ela faz é lambê-lo inteiro, depois come a placenta, fica junto e aquece, dá de mamar. Ela fica lá o tempo inteiro, e essa é a maior garantia de sobrevivência e saúde da mãe e da espécie. Vamos lembrar mais coisas sobre chimpanzés. Eles estão muito próximos de nós, apesar da diferença de aspecto físico. Dizem os estudiosos o seguinte: a diferença cromossômica entre nós e os chimpanzés é de 1%. A diferença de composição das proteínas é de 1%, embora esse número seja difícil de esclarecer; a história evolutiva do chimpanzé é 99% igual à nossa. Portanto, nossa diferença em relação aos chimpanzés é bastante limitada. Vamos deixar isso dito porque vou falar muito sobre chimpanzés, e alguém vai dizer: "Mas eu não tenho nada a ver com chimpanzés". Estou mostrando que tem, e muito.

Então voltemos à maternidade, cujo crime básico é: nasceu a criança, afasta da mãe. Eu não sei como é que se pode inventar uma coisa dessas. Nos ambientes médicos se diz que, quando o sujeito não tem vocação para médico ele se torna parteiro, porque 97 vezes em cem a criança nasce muito bem, obrigado. Algumas maternidades hoje em dia permitem - se a mãe quiser - que o filho fique junto dela. Mas, depois de ouvir esta notícia, as conversas continuaram, e algo mais foi se esclarecendo. É verdade, a proposta é feita, mas não é facilitada. É feita formalmente, compreende? Mas as caras e os jeitos estão dizendo: "Olha, não queira ficar, viu? Lá no berçário ele fica bem. Nós sabemos cuidar dele melhor do que você. Afinal, é seu primeiro filho, e você está fraca e cansada...". Epílogo tristíssimo: a maior parte das mães prefere que o filho fique longe. A meu ver, um sinal claro de degeneração do instinto maternal produzida pela tecnologia hospitalar e por mil preconceitos descabidos contra o contato. Não que ele seja proibido, não. É apenas sutilmente desvalorizado. Nós somos muito parecidos com o canguru (e todos os marsupiais) num ponto. Vocês sabem que os cangurus nascem duas vezes. A primeira, minúsculo, nem sei como consegue rastejar entre os pêlos e dobras de pele até chegar à bolsa marsupial. Lá, gruda numa tetinha elástica, ficando em contato muito íntimo e muito demorado com ela durante meses e meses. Os marsupiais têm dois úteros, o útero propriamente dito, onde o filhote é gestado, e a bolsa marsupial, também chamada de útero externo. O ser humano é igualzinho ao canguru, só que a bolsa marsupial do nenê são os braços, o colo e o aconchego - o contato permanente com a mãe. E precisa estar. Vocês sabem que o ser humano nasce e permanece muito tempo frágil e desamparado. Comparem esta história com a de um herbívoro, um búfalo, um cavalo. A fêmea dá a luz andando; o filhote, ao cabo de quinze, vinte minutos, começa a se por em pé, com todas aquelas varinhas espetadas, não sabendo bem manejá-las para andar. Mas é essencial que daí a não muitos minutos ele esteja em pé, porque, se em vez de quinze minutos ele levar 25, a fêmea o abandonará a fim de não se separar da manada, que é sua melhor proteção. Ele tem que aprender depressa a acompanhar o rebanho porque senão a onça pode comê-lo! Ao cabo de duas horas ele é um adulto pequeno, já tem liberdade - e controle - de movimentos. Pode correr, fugir. Pode acompanhar a mãe e a manada. Está seguro. No começo da vida, um ser humano não sobrevive de jeito nenhum se não tiver um adulto em volta. E durante muitos meses é assim. Ele só vai andar com um ano de idade, a idade da autonomia - ou começo da liberdade. Agora ele sabe alguma coisa de essencial para sua vida. Sabe chegar aonde quer e fugir do que não quer. Nessa hora é que se estaria saindo da bolsa marsupial. É aí, por volta de um ano, que a criança humana é uma criança. Até essa idade é um feto. Até seu aspecto é de um feto - cabeça grande, tronco menor, membros minúsculos. Separá-la da mãe é um crime inominável. Pelo amor de Deus, se alguém aqui vai dar à luz, segure seu filho perto, mesmo que não saiba o que fazer. Melhor que ele fique perto, desesperado, do que num berçário tranqüilo, aliás, nem é tão tranqüilo. Depois tem todo o resto da história dos berçários, mamadeiras com lactose (açúcar) para que ele pare de chorar, se envenene, perca a fome - e resmungue na hora de mamar.

Minha primeira mulher era médica, trabalhava na maternidade onde deu à luz, não foi nem um pouco bem tratada. E ela era médica de lá! A mesma gritaria, a mesma palhaçada de ordens contraditórias: "Faça força", "empurre". Na sala ao lado tem uma xingando o marido. "Desgraçado... nunca mais"... A cena do nascimento humano às vezes é um horror. Vejam, não é uma opinião minha; a sociedade seria uma espécie de organismo vivo. Instituições, costumes e preconceitos não surgem por acaso, nem isolada nem independentemente. Entre nós o nascimento imprime, no fundo, a noção de que este mundo é perigoso - muito. Preciso fazer tudo o que me disserem e ficar bonzinho para sobreviver. Estou num mundo mais do que inimigo. Nasci do calor para o frio, do silêncio para o barulho de gritos e berros, do macio para o duro, do acolhedor para a solidão.

Um bom amigo acompanhou o nascimento da segunda filha. Como era médico, deixaram-no ficar. E ele descreveu claramente a enfermeira padrão da sala de parto, que é um monumento de insensibilidade. O que ela menos gosta na vida é de criança; está "farta" de ver bebê chorando e mãe berrando e tudo o mais. Ela pegou a criança, era um dia frio, pôs um pano finíssimo sobre a balança, que é uma lâmina de aço inox, e, sobre o frio da balança, pôs a recém-nascida nua. Natural, é preciso pesar, é a balança, tudo lógico, tudo bem explicado - a gente sempre explica tudo. E assim deixa tudo como está. Voltam para casa e, um ou dois dias depois, meu amigo chega perto do berço e percebe que a menininha está com as costas encurvadas para não encostar no colchão. Ele percebeu na hora - Graças a Deus, graças a ele, ou até graças a mim, que lhe mostrei muito dessas coisas. O que ele fez? Pôs a mão sob o dorso da criança, mão quente, macia, gostosa. Fez força para cima, um pouco, até a criança perceber o apoio. Aí ele foi descendo a mão devagar, e ela foi descendo as costas junto até encostar na cama. Ao ser posta sobre o frio do aço inox, ela endureceu e encurvou as costas para evitar o contato gelado. E ficaria assim não sei até quando se ele não tivesse percebido. Ela começaria com um desvio de coluna no primeiro dia de vida! O ser humano é extremamente delicado, não só desamparado mas também muito sensível. Precisamos aprender a cuidar muito melhor das crianças".

GAIARSA, José Ângelo- AMORES PERFEITOS - oitava edição - Editora Gente - São Paulo, 1994 - páginas 94 a 97

domingo, 24 de maio de 2009

Início

Buscando contribuir para a re-humanização dos partos na região onde moro - São Carlos/SP - venho trabalhando e estudando há 5 anos. Comecei minha caminhada com a minha própria gestação, quando passei pro alguns percalços, exames aterrorizantes... chorei mais durante a gestação do que tinha chorado antes a vida toda. Com sete meses troquei de médico, e decidi pegar a estrada na hora de parir, porque na cidade onde morava não se cogitava a presença do pai na sala de parto. (Como se todos o bebês daquela cidade fossem filhos de mães solteiras, ou como se eu estivesse vivendo num filme da década de 50, quando a função dos pais era ficar fumando e andando de um lado pro outro na recepção da maternidade!). Recusei-me a viver isso. O pai de meu filho queria estar junto, ver, participar, ajudar... então pegamos a estrada. Viajamos 200Km prá podermos ser atendidos como uma família, e com o devido respeito pelo momento sagrado de parir e nascer. Meu parto foi normal e hospitalar, como planejado. (Eu não tinha acesso a parto domiciliar).

Desde então voltei a ser psicóloga, fiz cursos, dou palestras, e há cinco anos acompanho mulheres em trabalho de parto.

Meus telefones: (16) 34137012 e 9794-3566
e-mail: vaniacrbezerra@yahoo.com.br
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"Para mudar o mundo é preciso primeiro mudar a forma de nascer" Michel Odent