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São Carlos (cidade natal), SP, Brazil
Sou formada em Psicologia pela UFU em 1996, fiz Aprimoramento Profissional em Psicologia Hospitalar pela PUC/Camp em 1998, formação de Educadora Perinatal pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa em 2004, e Curso de Extensão em Preparação Psicológica e Física para a Gestação, Parto, Puerpério e Aleitamento pela UNICAMP em 2006, onde,neste mesmo ano, participei da palestra "Dando à luz em liberdade - Parto e Nascimento como Evento Familiar" com a parteira mexicana Naolí Vinaver Lopez. O que é uma doula? Aquela que serve (ajuda)outra mulher durante o trabalho de parto. Gosto de pensar a doula como acompanhante facilitadora. E o que é educadora perinatal? Aquela que tem formação para dar cursos para gestantes, falando sobre as mudanças no corpo da gestante, desenvolvimento do feto, parto, amamentação, puerpério e primeiros cuidados com o recém-nascido. Atualmente morando em São Carlos/SP. Contato: vaniacrbezerra@yahoo.com.br (16) 99794-3566 (16)34137012

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Heloísa, Marcelo e Luísa – 23/06/2010

Heloísa entrou em contato comigo pela internet. Achou o meu blog e o da Dra Carla, e veio para uma oficina de parto, marcada num sábado de manhã. Acordaram cedo e viajaram de SJRio Pardo para São Carlos, especialmente para fazer uma preparação para o parto. 

Era a segunda gestação de Heloísa, e me lembro deles durante a oficina contando o primeiro parto e dizendo que no dia seguinte o Marcelo tinha tantas dores pelo corpo que mais parecia que ele tinha sido atropelado... então a Katrina deu uma atenção a eles no sentido de prestarem atenção à postura para não sobrecarregar a coluna e o pescoço. No final desta oficina toquei minha música de índio, pedindo aos casais que prestassem atenção às mudanças de ritmo e à transição de um ritmo para o outro.  A fase de transição no trabalho de parto é a que vai dos 7 aos 10cm. É uma fase onde as contrações se tornam mais fortes e duradouras e às vezes dá impressão de que não vai dar para aguentar. Mas é só dar tempo ao tempo e a mulher se acostuma a esse novo ritmo, que faz a dilatação evoluir um pouco mais rápido e ela passa então para o estágio expulsivo: o final da música.












Algum tempo depois recebi um e-mail da Heloísa: “conversei com o Marcelo e... você viria doular aqui em SJosé?”

Aí tenho que explicar... eu já tinha recebido algumas solicitações de doulagens em outras cidades e nunca aceitei. Motivos: eu não tinha carro, só tinha moto. Dentro de São Carlos, quando é necessário eu vou de táxi, mas ir de táxi para uma cidade vizinha fica entre 200 e 400 reais... enfim, ficava tão difícil que por mais que eu quisesse dar um jeito... Só que no caso da Heloísa tinha um facilitador. Eu morei em Guaxupé, cidade vizinha a SJRPardo, então meu marido poderia me levar e ir para Guaxupé enquanto eu estivesse doulando. Achamos que não seria tão difícil e então eu aceitei. 

Combinamos assim: eu precisava ir pelo menos uma vez antes do dia P para conhecer o caminho e a casa. Ficamos uma manhã inteira conversando e vendo filmes, e deixei outros filmes para eles assistirem ao longo da semana, fizemos o plano de parto, tudo numa tacada só. E fui conhecer o quintal, imaginamos onde poderíamos amarrar uns lençóis, etc... tudo combinado, depois da visita fui passar uma noite em Guaxupé e mandei mensagem para quatro gestantes que eu acompanharia, explicando que estava longe, para me avisarem a qualquer sinal de TP e eu voltaria. Todos me responderam que ficasse tranquila porque estava tudo bem, e dormi muito bem a noite toda. Voltamos a São Carlos no domingo a tarde.

Eu e Heloísa continuamos sempre em contato, trocamos e-mails sobre os detalhes do plano de parto e então passamos a aguardar que a Luísa quisesse vir para o lado de cá.

Pedi para a minha mãe me emprestar o carro dela nos seguintes termos: quando a Helo me ligasse, eu e Raul iríamos de moto até a casa da minha mãe (60Km) e então seguiríamos de carro. Dois dias depois ela me ligou e disse que ficou pensando... e se estiver chovendo, e se for de madrugada, e se estiver chovendo, frio e for madrugada? Póis é, existe essa possibilidade! Então ela preferiu me emprestar o carro e deixá-lo comigo até a Luísa nascer. Falei que poderia demorar cinco semanas e ela respondeu que não tinha importância! Que posso dizer? Essa mulher é uma mãe prá mim!

Então fiquei com o carro e enquanto isso nasceram os dois bebês da oficina em que Heloísa e Marcelo vieram, e mais dois bebês da oficina do mês seguinte, de modo que quando ela entrou em TP eu não estava com nenhuma outra gestante com mais de 38 semanas! Sair de São Carlos por dois dias foi super tranquilo!

A médica que acompanharia o parto da Heloísa era assim: super a favor de parto normal desde que não ultrapassasse as 40 semanas, no máximo 40s e 2 ou 3 dias... eu morria de medo dessa história, e tinha a impressão de que qualquer dia ia ligar para a minha mãe e dizer que ela podia vir buscar o carro pq já tinham feito a cesárea... eca, Deusnoslivre de médicos que fazem cesárea só pq passou de 40 semanas, amém! 

Mas a Heloísa era super confiante de que nasceria antes das 40 semanas e assim foi. Ela me mandou uma mensagem numa linda manhã, dizendo:

“BOM DIA! SAIU O TAMPÃO HÁ DEZ MINUTOS. 
CONTRAÇÕES FRACAS E RITMADAS. HELÔ”.

Perguntei sobre a duração dos intervalos. Resposta:

“MAIS DE DEZ”.
Pedi então para me manter informada.

“OK. QUANDO EFETIVAR ENTÃO EU TE LIGO. BJS”.

 Fiquei super em dúvida na hora de mandar meu filho para a escola depois do almoço, mas resolvi que passar lá para pegá-lo não faria grande diferença no tempo que levaríamos para chegar a S.José, e ele foi para a escola normalmente. Ficou a tarde toda, e enquanto isso eu deixei tudo pronto para sair, e depois arrumei uns cartazes e crachás para a sessão na câmera de vereadores, onde naquela noite seria votado o projeto de lei complementar sobre o direito de acompanhante de escolha da parturiente durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto na maternidade de São Carlos.

Já estávamos nos arrumando para ir para essa sessão quando a Heloísa me ligou dizendo que a médica fez questão de vê-la no final da tarde e apesar das contrações não estarem ainda próximas, quis fazer um exame de toque, que revelou 6cm de dilatação. Então entreguei tudo para a minha super irmã ativista, Andréia, e pusemos o pé na estrada. Chegamos à casa dela perto das oito, e foi ela mesma quem atendeu o interfone e abriu o portão, dizendo lá de cima da escada: “nossa, vocês chegaram rápido”! Pois é, meu marido sabe até os buracos desta estrada de cor e salteado! 

Então o Raul e o Felipe seguiram até Guaxupé e eu entrei para ficar com eles. Estavam tranquilos, me perguntaram se eu queria comer alguma coisa, conversamos sobre a viagem... a Heloísa estava com as contrações um tanto espaçadas ainda, cerca de cinco minutos, mas logo começaram a ficar mais duradouras. 













Ela caminhou pela casa, pendurava-se no pescoço do Marcelo, depois colocou a bola sobre a cama e reclinou-se sobre ela, descansando ali durante uma boa meia hora.



Esquentei água para a bolsa de água quente, e Helo não quis muita massagem. Só teve uma hora que queixou-se de um pouco de dor nos pés e aceitou um pouco de massagem ali, mas por pouco tempo. Logo quis andar de novo. Depois sentiu vontade de fazer xixi algumas vezes seguidas, e ficava um pouco sentada no vaso sanitário. Muitas parturientes fazem isso, a posição ajuda bastante a relaxar.

A família do Marcelo ligou algumas vezes para saber porque ainda estavam em casa e ele tinha o maior cuidado, dizendo com muita calma que iriam quando fosse a hora.

Perto das dez da noite a Andréia (minha irmã) ligou para contar que a lei complementar foi aprovada por unanimidade! Yes!

Algumas contrações mais próximas e mais fortes, Helô abriu bem os olhos, respirou fundo e disse: 
- “ISSO É A TRANSIÇÃO”!

Nem tenho como explicar a alegria de ver uma mulher saber o que está acontecendo e continuar no controle da situação ao invés de sentir medo. Saber que a cada contração seu bebê está mais próximo do lado de cá, concentrar-se e permanecer tranquila.

Então estávamos na parte onde a banheira pode ser de grande ajuda. Eu tinha levado duas banheiras para podermos encher uma na casa dela e não precisar desmontar tudo para levar para a maternidade. Mas nas últimas consultas de pré-natal a médica disse para a Heloísa que não haveria problemas em montarmos a banheira lá na maternidade, e ela inclusive ficaria mais tranquila. Sendo assim, ficamos mais um pouco em casa, e logo a Heloísa disse firmemente que preferia ir para a maternidade porque se as contrações ficassem mais próximas o trajeto até lá poderia ser muito sofrido. Então pegamos as malas e fomos, bem devagar. No caminho o Marcelo ligou para a médica e avisou que estávamos indo.

Quando chegamos a médica estava de pé na frente da entrada da maternidade e quando a Helô desceu do carro ela disse:
- “Graças a Deus vocês vieram, eu não estava mais aguentando de ansiedade”.

Achei aquilo péssimo, e tive que lidar de novo com a variável “médica que nunca viu doula”. Rsrsrsr Não demorou um minuto para ela me perguntar quanto estava a dilatação. Respondi que devia estar entre 7 e 10, mas eu não faço toque...

Fomos para o setor da maternidade, entrei sem problemas, e a médica disse no caminho que queria fazer um exame de toque. Eu fui junto com a Heloísa e o toque até que foi tranquilo, ela disse que a dilatação estava quase 10 e a bebê um pouco alta. Mas aí ela quis ver a cor do liquido, usou o parelho próprio para isso, e depois me perguntou se eu queria ver também. Nunca tive esse tipo de curiosidade, afinal se não vou ficar fazendo esse exame, ver uma vez ou outra não vai me acrescentar nada. Agradeci e recusei, e ela tirou o aparelho, ajudei a Helô a se levantar antes da próxima contração.

Então ela foi encaminhada para o apartamento onde ficaria e nessa hora o pessoal da enfermagem parecia um pouco indeciso devido a uma reforma que estavam fazendo no hospital. Tive a impressão de que no apartamento onde ela ficaria, quando entraram estava tudo empoeirado, então deram meia volta e a levaram para outro apartamento. Arrumamos as malas e eu abri minha bolsa de doulagem, tirei a bolsa de água quente e o aquecedor, esquentei água, depois inflei a bola. Heloísa ajeitou-se ajoelhada no chão e inclinada sobre a bola que estava colocada sobre o sofá, com a bolsa de água quente nas costas.

Bom... ela ainda não estava com a dilatação completa, então eu e Marcelo inflamos a banheira, eu coloquei o plástico descartável e começamos a carregar água do chuveiro para encher a banheira. Eu tinha levado 8metros de mangueirinha para não ter que carregar água, mas o chuveiro não era de mangueirinha! Rsrsrsr Pedi a uma enfermeira se tinham um balde para emprestar, e ela perguntou se eu não tinha nada maior do que aquele canecão (onde eu esquento água para a bolsa de água quente). Ridículo, mas eu fiquei com raiva dela. Eu tinha levado, banheira, mangueirinha, canecão, resistência para esquentar água, bola suíça, e mais uma pancada de coisinhas úteis, aí ela me olha com a maior cara de desprezo e pergunta: - “você não tem nada maior que isso”?!!!! Juro que fiquei com vontade de falar a maior coleção de palavrões que ela deve ter escutado a vida toda... e respondi com cara de poucos amigos... - NÃO!!!

Aí ela saiu para procurar e eu continuei junto com o Marcelo, carregando água do chuveiro. Daí a cinco minutos no máximo outra enfermeira abriu a porta e perguntou: 

- “Quem é a doula? Você pode vir aqui fora falar comigo por favor”?
R) Claro! (Imaginando qual seria a encrenca dessa vez)

A moça se apresentou falando o cargo que ela ocupa, cic, rg e número de matrícula, e perguntou:

- "Quem deu autorização para encher essa banheira no quarto"?

R) A médica nos disse que não haveria problema.

- "Pois é, mas eu sou a responsável por esse setor e eu não fui consultada. Eu não posso permitir uma coisa tão fora dos padrões deste hospital sem consultar primeiro a diretoria, porque se amanhã der algum problema com essa moça vão dizer que foi por causa da banheira e eu é que vou ser chamada lá para responder... além do mais o gasto de água quente do hospital para encher essa banheira”...

Fiz sinal com a mão que ela não precisava falar mais nada. Ela parou de falar e eu disse:

R) Não tem problema. A banheira ajuda muito mas ela não é fundamental.

- “Ah que bom... porque veja, este hospital não está preparado para atender partos humanizados”...

Respondi: - Não tem problema.

Virei as costas, entrei no quarto e fechei a porta. Fechei a torneira do chuveiro, falei alguma coisa para a Heloisa sobre não terem deixado usar a banheira, mas graças a Deus ela já estava na fase em que a única coisa que importa é colocar o bebê para fora. A médica apareceu para dar um alô, lamentou que não pudéssemos usar a banheira e comentou que tinha levado “um pito” da enfermeira. Deu um longo suspiro... pediu que avisássemos quando a bolsa rompesse porque ela achava que depois disso o nascimento seria rápido. E saiu.

Veio outra moça da enfermagem, com uma prancheta, dirigiu-se à Heloísa, que estava tendo contrações longas com intervalos de um minuto, e começou a fazer peguntas: nome? Telefone? Tem celular? É o primeiro filho? Como foi o primeiro parto? Já sofreu algum aborto? Tipo sanguíneo? Fator Rh? Já recebeu transfusões alguma vez? Já passou por alguma cirurgia? Endereço? É casa ou apartamento? Você sabe o CEP?

Juro que quando ela perguntou o CEP eu quis voar no pescoço dela! Como é que pode meu Deus? Quanta falta de sensibilidade, quanta falta de preparo... e esse tipo de atendimento é o que quase todas as mulheres brasileiras recebem... que vontade que me deu de pegar em armas e fazer uma revolução!

Bom, continuando, o CEP foi a última pergunta da mocinha perguntadeira, graças a Deus. E quando ela estava acabando de fazer suas anotações a Heloísa falou:

- “Rompeu a bolsa”.

Líquido claro, eu e Marcelo providenciamos uma toalha para Heloisa se ajoelhar em cima, o líquido continuou escorrendo, contrações mais doloridas, fiquei ali, colocando a bolsa de água quente nos intervalos, e arrumei uma toalhinha que molhava com água gelada que tinha no quarto, e ela limpava o suor do rosto.

A médica voltou, eu não falei nada. Achei que se ela voltou logo depois da bolsa ter rompido seria porque a mocinha perguntadeira tinha contado.

Mas algumas contrações e Heloísa falou:
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAi tá nascendo! Tá nascendo,tá nascendo, tá nascendo!

A médica olhou prá mim e perguntou:
-“Já rompeu a bolsa”?!!!!!
Respondi: - “ué, já, eu achei que aquela moça que estava aqui tinha avisado a senhora!”

Kkk...

Aí virou um clima de correria, e a médica chegou a dizer:
- “Vamos logo porque se nascer no quarto vai ficar muito feio”!

Tóin!  Fomos ajudando a Heloísa a ir em direção ao centro obstétrico, que não era perto, e ela estava com dificuldade de andar. Então eu e Marcelo fizemos uma espécie de cadeirinha, cada um segurando uma perna e ela se segurando nos nossos ombros. Confesso que fiquei com medo da posição facilitar a descida da bebê, e respirei aliviada quando chegamos à entrada do centro obstétrico. O Marcelo entrou junto com a Helô, e eu fiquei aguardando permissão para entrar também, o que demorou um pouco, depois me trouxeram um terninho tamanho P e eu estou mais para GG... então a moça da enfermagem foi com toda a boa vontade do mundo procurar um terninho maior no vestiário dos homens. Chegou, me vesti  e entrei com a máquina, a moça me pediu que eu ficasse na porta, sem entrar na sala de parto. Tudo bem!

Tirei algumas fotos, parto frank, Heloísa notou que o relógio da parede estava parado, como vamos saber a hora que nasceu? Acharam um relógio, Helô sendo orientada a fazer força, Marcelo do lado ajudando e incentivando. E foi assim que ouvimos o chorinho da Luísa pela primeira vez. Helô olhou pra mim com um sorriso que chegava até os olhos, a expressão da vitória que eu já vi tantas vezes, uma imagem linda de se ver!



Ah, aí chegou o pediatra, P da vida, falando alto, reclamando de ser chamado à pressas! Foi até o bercinho aquecido e examinou a menininha, reclamou mais um pouco e foi embora. Kkk!

Quando ele saiu eu sai também e fui até o quarto, desmontei a banheira, limpei e guardei tudo, e ela não demorou a vir para o quarto. Estavam super felizes, conversamos um pouco, o Marcelo me levou para a casa deles e voltou para a maternidade para ficar com a Heloisa.

Eu tive dificuldade de dormir, mesmo depois de tomar um banho e esperar baixar a adrenalina... fiquei muito preocupada sabem porquê? Era junho, e esse foi o segundo parto normal do ano naquela maternidade (do convênio). A enfermagem de lá não está acostumada a avaliar hemorragia pós-parto e isso pode ser perigoso... passei a noite toda com vontade de ligar lá para perguntar se estava tudo bem, se o sangramento estava diminuindo. Consegui dormir pouco antes de amanhecer o dia.

Mais um pouco e as funcionárias dela chegaram, me levantei e tomei banho, encontrei um café da manhã caprichado. Liguei para o Raul e contei como tinha sido. Heloísa estava feliz, isso é o que importa.

Falei que queria ir na maternidade antes de ir embora para São Carlos, e uma irmã do Marcelo foi me buscar e me levou até lá. Entramos sem dificuldades, e os encontrei muito sorridentes. Conversamos, tiramos fotos, e ganhei uma lembrancinha do nascimento: uma almofadinha cor-de-rosa, linda, que até hoje está na minha caixa de costura. (Ah, pensaram que eu não tinha uma?! Tenho sim! Sei fazer barras e pregar botões direitinho!)

Helô! Adoro você. Aceitei te doular não só pela facilidade de ser vizinha de Guaxupé. Foi porque você me cativou. Eu AMEI fazer parte desta história, adorei sua família, adorei o Plínio... adorei sua casa, enfim, tudo que vem de você eu adoro. Sou sua fã de carteirinha.

Um grande beijo a você, Marcelo, Plínio, Luísa, e bebê na barriga. Vocês formam uma linda família.
Vânia Doula.

Luísa com 1 aninho. Linda!




8 comentários:

  1. Eu juro que o próximo parto será muuuuuuuuuuuuuuuito diferente!!! Em São Carlos, a cidade mais humanista do interior de São Paulo!

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  2. Dra. Carla, não vejo a hora de lavar a minha alma!
    E foi bem isso que disse pra Vânia, esta doulagem serviu pra ela comprovar como a relidade por aí é triste, e São Carlos está avançado, graças ao pioneirismo dela e teu!
    Quanto ao parto, apesar de todos os detalhes incovenientes, o fato é foi exatamente dentro das minhas expectativas para aquele momento, lugar e profissionais que eu tinha. Eu sabia o que me esperava.
    Querida Vânia, obrigada! Adoro vc!
    Bjos

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  3. Uma pena a realidade dos médicos e hospitais aqui do interior de São Paulo... Viva São Carlos, pioneira na humanização do parto!!!!

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  4. Obrigada Doula Vânia, por ser carinhosa com a nossa menina ! Obrigada também por dar mais tranquilidade para a Luísa nascer sem stress. Obrigada por estar aí, do lado dela nessa hora tão importante e delicada !
    Um beijão da tia-mãe da Heloísa, Artiva.

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  5. Prá mim, como sempre, foi uma grande honra. Presenciar nascimentos e a formação ou o aumento de famílias amorosas traz uma satisfação enorme. E se essa médica tinha ainda suas limitações, não devemos esquecer jamais do detalhe: segundo parto normal do ano! Imaginem a pressão que ela deve sofrer para se juntar aos cesaristas de hora marcada! Um parto frank desde que não seja violento (mandando a "mãezinha" calar a boca, por exemplo), a meu ver, é mil vezes melhor que cesárea com hora marcada. Helô estava preparada e ficou muito feliz, assim como eu tb fiquei com meu parto e minha irmã Andréia ficou com o dela... daí... continuar melhorando e chegar ao parto com liberdade de posição, e sem episio de rotina é o próximo passo! Uhu!

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  6. A frase "esse hospital não está preparado para parto humanizado" é de doer. Mas sabe o que acho pior ainda? O hospital que se diz humanizado porque os médicos e enfermeiras gentilmente vão invadindo e fazendo tudo o que querem sem perguntar nada para as pessoas.

    Vânia, amo seus depoimentos, eles são verdadeiros documentos históricos dessa fase histórica em que vivemos.

    Ah e você escreve bem, além de passar as histórias.

    bjs saudosos de um lugar friiiiiio que só.

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  7. Cláudia, obrigada pelos elogios! Eu gosto de escrever!

    Aqui estamos no quentinho e estou adorando! Quando você disse que o calor me faria bem eu não fazia idéia do quanto isso é verdadeiro! Minha saúde melhorou muito mesmo!

    Beijos querida!

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  8. Comentário da Helo recebido pelo orkut:

    "E essas fotos do TP em casa? Nem sabia que tinhas tirado! Adorei! E da oficina também...Post ilustrado é mais legal. Bjos"

    Hehehe... sou boa em tirar fotos na surdina! Beijos!

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