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São Carlos (cidade natal), SP, Brazil
Sou formada em Psicologia pela UFU em 1996, fiz Aprimoramento Profissional em Psicologia Hospitalar pela PUC/Camp em 1998, formação de Educadora Perinatal pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa em 2004, e Curso de Extensão em Preparação Psicológica e Física para a Gestação, Parto, Puerpério e Aleitamento pela UNICAMP em 2006, onde,neste mesmo ano, participei da palestra "Dando à luz em liberdade - Parto e Nascimento como Evento Familiar" com a parteira mexicana Naolí Vinaver Lopez. O que é uma doula? Aquela que serve (ajuda)outra mulher durante o trabalho de parto. Gosto de pensar a doula como acompanhante facilitadora. E o que é educadora perinatal? Aquela que tem formação para dar cursos para gestantes, falando sobre as mudanças no corpo da gestante, desenvolvimento do feto, parto, amamentação, puerpério e primeiros cuidados com o recém-nascido. Atualmente morando em São Carlos/SP. Contato: vaniacrbezerra@yahoo.com.br (16) 99794-3566 (16)34137012

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Humanizando Nascimentos e Partos

Esse é o título do livro organizado por Daphne Rattner e Belkis Trench.




"Nascer Sorrindo - Parir Pelejando" foi o nome que Carmem S. Tornquist, doutora em Antropologia Social e professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), deu à resenha escrita por ela para a Revista Interface, onde podemos ler:

"Uma leitura às avessas do livro, começando pelos anexos, levaria os leitores que estão do lado de fora do campo da assistência a uma certa indignação: suscitam perguntas dos leigos acerca de noções partilhadas pelos ativistas, que merecem ser estranhadas: desde as tão faladas evidências científicas até a própria noção de humanização, passando pela Carta Aberta à Comunidade, assinada por um pai indignado diante da negativa de acompanhar sua mulher no trabalho de parto por parte do "alto clero" de uma maternidade. Do ponto de vista dos não-profissionais, pululam perguntas: "por que os gestores de saúde e grande parte dos médicos não aderem às recomendações da OMS?", "por que as taxas de cesáreas ainda são tão altas no Brasil, malgrado estas mesmas recomendações e todos os incentivos do ministério para o parto normal?", "por que as tais evidências científicas atuais não seduzem os médicos, que insistem em manter práticas consideradas pela literatura internacional como pouco aconselháveis ou sem eficácia?", "por que apesar de medida simples, barata e eficaz - o direito de as mulheres serem acompanhadas por alguém de sua confiança é tão malvisto pelas instituições, como relatam não só a carta de Raul, mas também o périplo empreendido por Fabio Mello, em seu texto "Eu queria estar lá!"?", "por que as Casas de Parto não se expandem pelo país, por quê são fechadas ou desqualificados em cidades modernas e cosmopolitas como o Rio de Janeiro, apesar de toda a ciência e de toda a sua legalidade?".

A íntegra da resenha pode ser encontrada aqui:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-32832006000100018&script=sci_arttext

No dia 19.05.2010 fomos para Bauru, junto com Dra Carla Polido, eu e as enfermeiras da Unimed São Carlos, Shirley, Carla Moreno e Karina.

No 2º Seminário de Humanização do Parto promovido pelo grupo GAAME pudemos ver a palestra de Dra Daphne Ratter - "A alta taxa de cesáreas: um problema de saúde pública", a palestra da Dra Cláudia G. Magalhães sobre "O efeito dominó dos procedimentos usados de forma rotineira". À tarde assistimos a apresentação do "Vídeo Projeto Renascer" da Dra Melânia Amorim, com comentários da Dra Carla Polido, e o emocionante relato de experiência da Dra. Jamile Bussadori e Eleonora Moraes.

Foi um lindo dia, lindas palestras, muitas informações e muitas lágrimas, tanto de indignação pelo tratamento ao qual as mulheres ainda são condenadas, quanto de alegria intensa pelas mulheres resgatadas por Dra Cláudia, Dra Melânia e Dra Jamile em parceria com Eleonora. Lindas todas elas!

E eu estava lá! (Obrigada Dra.Carla, (linda!) que em São Carlos vem resgatando mulheres desde o ano passado. Yes!).

E finalmente pude pedir um autógrafo à querida (e também linda), Daphne Rattner, que em seu livro nos conta parte da história de como a humanização vem tomando forma em nosso país. Neste livro, vocês podem encontrar meu nome na página 188. (8 é o número do infinito e da justiça. E somando todos os números se chega de novo ao número 8. Adorei até isso!)



 
É sempre bom quando podemos passar um dia entre "iguais" - mulheres em busca de melhor atendimento (e de melhorar o atendimento) às mulheres deste país.

Vânia C. R. Bezerra
Militante pela Humanização do Parto.

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