Quem sou eu

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São Carlos (cidade natal), SP, Brazil
Sou formada em Psicologia pela UFU em 1996, fiz Aprimoramento Profissional em Psicologia Hospitalar pela PUC/Camp em 1998, formação de Educadora Perinatal pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa em 2004, e Curso de Extensão em Preparação Psicológica e Física para a Gestação, Parto, Puerpério e Aleitamento pela UNICAMP em 2006, onde,neste mesmo ano, participei da palestra "Dando à luz em liberdade - Parto e Nascimento como Evento Familiar" com a parteira mexicana Naolí Vinaver Lopez. O que é uma doula? Aquela que serve (ajuda)outra mulher durante o trabalho de parto. Gosto de pensar a doula como acompanhante facilitadora. E o que é educadora perinatal? Aquela que tem formação para dar cursos para gestantes, falando sobre as mudanças no corpo da gestante, desenvolvimento do feto, parto, amamentação, puerpério e primeiros cuidados com o recém-nascido. Atualmente morando em São Carlos/SP. Contato: vaniacrbezerra@yahoo.com.br (16) 99794-3566 (16)34137012

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Andréia, Leandro e Heloísa 23/05/2010

Heloísa
Andréia me ligou na época de Páscoa. Marquei nosso primeiro encontro logo após o domingo de Chocolate, no final da tarde de segunda-feira.

Um condomínio com nome de bosque, muito calmo, vizinhança toda conhecida, um lugar bem legal mesmo. Ficamos imaginando se no dia do TP seria possível dar umas caminhadas pela rua.

Andréia estava em São Carlos havia um ano e meio, e ficava em casa muito tempo sozinha, com o marido trabalhando o dia todo e estudando à noite. Apesar disso, conseguiram um esquema em que ele saia um pouquinho mais cedo do trabalho e chegava um pouquinho atrasado na primeira aula, além de ficar sem jantar e ir comendo alguma coisa no carro enquanto se dirigia para o curso. Andréia também não perdia as reuniões do GAPN, e  o casal, super compromissado com a preparação para o parto de sua primeira filha, também compareceu à oficina de parto que fizemos em um sábado pela manhã, onde tiramos dúvidas, praticamos as posições, respiração e mentalização do nascimento tranqüilo.

Ligaram no dia 22/05, sábado, dizendo que ela estava sentindo cólicas levinhas desde a madrugada. Ambos muito tranquilos, passamos então a aguardar que o TP engrenasse.

Chamaram no domingo às 13h50 dizendo que ela estava com contrações fortes e bem reguladas de dois em dois minutos já havia 3 horas! Quase recomendei que fossem para a maternidade... mas segurei minha onda, chamei  um táxi porque meu marido já tinha ido almoçar na casa da mãe dele e eu fiquei em casa descansando, de plantão. Peguei minhas coisas, que incluíam a piscina/banheira de parto que eu tinha ficado de levar e fui pelo caminho, pensando em como as casas das adouladas parecem ficar tão mais longe no dia do parto! 

Cheguei à casa dela poucos minutos depois da mãe e do pai dela, mais a sogra, todos cumprimentando-se e alegres pelo fato se ter sido num domingo, a viagem tinha sido tranquila... fiquei morta de medo do clima “reunião de família”, que poucas vezes ajuda no desenrolar do parto. Mas logo percebi que o clima continuou muito tranquilo. A única coisa que eu tive que pedir foi que não ficassem puxando muita conversa com ela, e prontamente me atenderam, sem caras feias nem cenas de ciúmes, tão comuns quando sentem que a doula está roubando o lugar de alguém... nossa, que maravilha! Acho que fiquei tão acostumada a ver famílias atrapalhando que quando encontrei uma família tranquila até estranhei! Rsrsr  A mãe e a sogra foram para a cozinha preparar um café da tarde, e eu fiquei com Andréia e Leandro na suíte deles.

Andréia, durante uma contração,
abraçada com a mãe
A mãe dela só vinha dar umas olhadinhas e não falava nada. Todos os oito filhos dela, incluindo claro, a Andréia, nasceram de partos domiciliares, rápidos e tranquilos. O Leandro nasceu de cesárea feita de madrugada, portanto não foi uma cesárea agendada, foi indicada por expulsivo prolongado. Todos os presentes tinham a confiança no parto natural, assim como nas cesáreas quando realmente necessárias e bem indicadas.



Assim, ficamos todos acompanhando a Andréia, que estava com as contrações bem próximas, mas não eram fortes e duravam pouco. Ainda bem que esta doula não se precipitou levando todo mundo para a maternidade! Mas sem demora as coisas foram engrenando. Andréia ficou um pouco na bola, tomou um banho, comeu uvas, vomitou as uvas...

Andréia e Leandro, durante mais uma contração


No final da tarde fomos para a maternidade. A família foi colocando tudo no carro, com bastante calma, entramos todos, as portas já estavam fechadas, veio uma contração e a Andréia falou: “NÃO DÁ PARA FICAR SENTADA! EU VOU DESCER”. Abriu a porta, desceu e saiu andando pela calçada. E eu demorei a reagir, fiquei olhando espantada, assim uns 5 segundos, antes de descer também e ir dar a mão para ela e apoiá-la para que ela pudesse inclinar o corpo. 

Passou a contração, o Leandro tirou o carro da garagem e aí entramos de novo.

No caminho me lembro que ela teve uma contração quando estávamos em um local onde quase não havia como parar o carro, a não ser que o Leandro subisse na calçada, e foi o que ele fez! Eu achei o máximo! Mas a Andréia não gostou nada do carro dando solavancos para subir e depois descer da calçada, aí na próxima contração ela recomendou: “PARA O CARRO, MAS NÃO SOBE NA CALÇADA!”

Já falei que adoro quando as moças ficam bravas? ADORO! Moças que ficam bravas não têm problemas para colocar o bebê para fora...

Chegamos na maternidade, ela só submetida ao exame de toque quando já estava no quarto, e sentada na banqueta de parto. Descobrimos que teríamos tempo de encher a banheira, e assim eu fiz. Tudo pronto, Leandro presente e apoiando Andréia o tempo todo, berço aquecido montado no quarto, todos tranquilos, vimos Heloísa nascendo na água (19H30 mais ou menos), linda... e um tanto hipotônica, demorou a corar... a pediatra, Dra Patrícia perguntou e Dra Carla respondeu que o cordão estava com os batimentos diminuindo, abaixo de 70, a menininha bem molinha... então o cordão foi cortado antes de parar de pulsar e Heloísa levada para o berço aquecido e oxigênio. Bem estimulada, em menos de um minuto estava chorando fraquinho, mas já estava corando, e Dra Patrícia anunciou: - “Andrééééia, está tudo beeeeeem”.

A placenta pareceu demorar um pouquinho para sair, Andréia sentindo cólicas, me lembro de ter sugerido que ela ficasse de pé para o peso da própria placenta ajudá-la a sair, e foi dito e feito. Andréia se levantou e a placenta caiu na água. Assim a ajudamos a secar-se, e ir para a cama, onde pode pegar sua bebê no colo e curtir seus primeiros momentos com sua família.




Lindo parto, linda família, lindo mundo onde os bebês são recebidos com amor, mesmo quando precisam de um estímulo inicial para estabelecer a própria respiração no lado de cá da barriga! (Linda equipe de parto humanizado! Yes!)

Beijos a todos, parabéns Heloísa pelo aniversário, tudo de melhor, e muita muita saúde!
Vânia Doula.


Vejam também o relato da Dra Carla:




2 comentários:

  1. Olá Vania! A-d-o-r-o seus relatos!!
    Sempre fico esperando quando haverá um novo!!
    A cada um fico mais segura de que tudo dará certo no meu também!
    Beijos

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  2. Comentário enviado pela Heloísa (HeloGoudel)

    "Fizemos a oficina de parto com esse casal, lembro bem porque a bebê é minha xará! Me chamou a atenção que a Andréia era bem quietinha, mas virou onça para parir. Lindo!
    A Luísa nasceu exatamente um mês depois, 23/6. Ansiosa pela nossa vez relatada pelas suas impressões doulísticas.
    Beijão!"

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