Quem sou eu

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São Carlos (cidade natal), SP, Brazil
Sou Doula e Psicóloga. Atendo em consultório na Vila Prado em São Carlos SP. Formada em Psicologia pela UFU em 1996, fiz Aprimoramento Profissional em Psicologia Hospitalar pela PUC/Camp em 1998, formação de Educadora Perinatal pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa em 2004, e Curso de Extensão em Preparação Psicológica e Física para a Gestação, Parto, Puerpério e Aleitamento pela UNICAMP em 2006, onde neste mesmo ano, participei da palestra "Dando à luz em liberdade - Parto e Nascimento como Evento Familiar" com a parteira mexicana Naolí Vinaver Lopez. O que é uma doula? Uma mulher experiente que serve (ajuda)outra mulher durante o trabalho de parto e o pós-parto. Sou doula e psicóloga. Atendendo em consultório particular na Vila Prado em São Carlos SP Contato: vaniacrbezerra@yahoo.com.br (16) 99794-3566

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Adelita e David trazendo o Nicholas!

Compartilho aqui o lindo relato da Adelita Monteiro, de quem tive a honra e o prazer em acompanhar o parto como doula. Confiança e tranquilidade deram o tom desse nascimento.
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Após as 40 semanas a ansiedade começou a apertar, completei no domingo e combinei com meu marido que se nada acontecesse até quarta, iríamos pra São Carlos ficar lá e esperar. Na quarta nada, pensamos, ah esperamos até quinta. Na quinta decidimos ir pra casa do meu irmão em Ribeirão Preto assim já estávamos mais perto. Na sexta fomos então pra São Carlos. Ficamos num hotel muito gostoso e confortável e como não tínhamos muito a fazer, só nos restava relaxar, nadar e... Tirar fotos embaixo d'água!!!

Foi uma delícia, uma forma muito descontraída de aliviar a ansiedade da “espera pelo bebê” e também uma lembrança muito gostosa de se ter! 

No sábado meus pais vieram e trouxeram nossa filhinha Leela, com quase 2 anos era a primeira vez que ficávamos longe dela por 2 noites. Mas ela estava super bem e muito feliz de ver papai e mamãe.


No domingo completei 41 semanas e passamos o dia curtindo a piscina do hotel mas nada, nenhum sinal de bebê vindo.
Na segunda, ainda deitados na cama, bateu uma pequena ansiedade: o que vamos fazer? O David não queria ir embora pra Franca, por medo de ter que voltar logo em seguida, e eu estava preocupada em ter que ficar mais uma semana pagando hotel caro sem saber quando o bebê chegaria...

Eram 8 horas da manhã, a Leela acordou e me levantei pra fazer sua mamadeira e alguns segundos depois senti minha calcinha bem molhada. Falei David, alguma coisa acontecendo aqui...acho que minha bolsa está rompendo...


Senti que aquilo seria o começo de tudo,então relaxei...é engraçado, eu deveria ter ficado nervosa, é agora, vai rolar, vou sentir dor...mas não, eu tinha esperado tanto, eu decidi por respeitar o tempo do meu bebê e agora chegou a hora, que felicidade! Só me resta relaxar e deixar as coisas acontecerem...foi isso que eu tinha aprendido no livro que li sobre o hipnoparto.

Fomos tomar aquele café da manhã delicioso no hotel, eu não sentia nenhuma dor, e a água continuava a descer, devagarzinho...eu cortei uma fraldinha da Leela e coloquei. Avisei a Doula e ela disse pra ligar pra ela quando as contrações começassem.
Após o café sugeri que fóssemos pra área da piscina, coloquei biquine e fiquei andando em volta da piscina. Tiramos foto no avião que fica nas dependências do hotel, caminhamos pela grama, foi tudo tão tranquilo e gostoso, sem pressa, sem desespero, sem dor...
Fiz até um filminho lindo da Leela dando banho na bonequinha que compramos pra ela...
A certo ponto pensei: pra quê continuar usando essa fralda? Então a tirei e deixei a água da bolsa escorrer pelas pernas, estávamos na área da piscina mesmo, e de quando em quando eu tomava um banho na ducha.

Eu sabia que não podia entrar na piscina pelo risco de infecção pro bebê. E continuei caminhando em volta da piscina...e devagarzinho uma dorzinha levinha de cólica começou a surgir....já era quase meio dia. Minha mãe ficava perguntando: você não quer ir pro hospital filha? E eu respondia irritada que não queria ficar em hospital não, que ali na piscina era muito mais tranquilo. Percebi nesse momento que já havia em mim uma mudança de valores: no TP de minha filha Leela, eu quis correr pro hospital, eu tinha a impressão de que lá estaria mais tranquila e segura. Mas desta vez percebi que eu também podia me sentir tranquila e segura em outro ambiente, que tudo dependia do meu estado emocional e desta vez eu estava confiante, eu sabia o que estava acontecendo com meu corpo, eu podia sentir tudo, e eu sabia que tudo ia correr bem uma vez que eu trabalhasse junto com meu corpo para o calmo nascimento do meu bebê.

O David subiu pro quarto pra descansar e por a Leela pra dormir sua soneca, meu pai foi embora pra Franca. Pedi pra minha mãe ir buscar algo pra gente almoçar e enquanto isso liguei pra Doula e disse que as contrações tinham começado fraquinhas, ela disse pra contar o intervalo das contrações na próxima meia hora e retornar pra ela esse tempo. Comecei a contar e percebi que elas estavam vindo de 3 em 3 minutos!! 
Aí sim comecei a ficar um pouco nervosa, pensei será que está tão perto assim? Liguei pra Doula e ela disse, vai pro hospital, eu te encontro lá.
Quando minha mãe chegou eu já tinha juntando todas as coisas e disse pra ela que as contrações estavam muito perto. Fomos pro quarto e foi aquele desespero: toma banho, pega mala, junta as coisas, troca a Leela, e daí sim comecei a sentir as contrações!! Tinha que parar à cada 3 minutos e respirar.

Fomos pro hospital e no caminho me senti como que naquelas cenas de novela..."vai amor, corre, não vai dar tempo, não pára no sinal, esses FDP não podem deixar a gente atravessar??!!" rsrs

Chegamos lá por volta de 1:30, e então vou para a recepção fazer ficha, contração vem e eu paro para respirar, é uma situação meio absurda essa de eu ter que fazer uma ficha no hospital no meio do processo de nascimento do meu bebê. Lembro que no livro a autora alertava pra isso e falava pra ir no hospital antes e deixar tudo pronto pra não ter que passar por isso, mas eu não sei, acho que ignorei essa parte do livro :)

Espero o elevador, que sinceramente, deve ter demorado 30 min para chegar. Deve ter tido umas 10 contrações lá no corredor, esperando, abaixando, respirando.
Já no quarto a enfermeira faz o exame e constata que estou de 5cm! Ótimo, estou no meio do caminho! 

A Doula chega em seguida e começa a organizar o local, põe uma música suave, Open My heart
amarra os panos no teto, tira seus equipamentos e também me auxilia a cada contração. Meu marido está resolvendo o pagamento ao hospital e minha mãe cuidando da Leela. A Leela ficava um pouquinha assustada quando me via tendo as contrações, que agora estavam bem mais fortes. Ela me olhava e dizia mamãe? Como que a perguntar se eu estava bem. Eu dizia, está tudo bem querida, o bebê está vindo! Eu concordo com as crianças estarem lá presentes no nascimento de um bebê, acho esse um momento mágico e muito importante para a família. Porém senti que a Leela estava num momento um pouco crítico de aprender a falar e aprender a discernir situações e não senti que ela estava à vontade lá, ela estava agitada e eu não queria que ela se assustasse, tivemos a sorte da minha irmã chegar de Franca nesse momento e ela levou a Leela para almoçar.

O David está de volta e me ajuda durante todas as contrações. Ele me abraça, faz massagem, aperta meu quadril. Minha mãe também está lá me dando apoio e eu me sinto amada e protegida neste momento, e estou tão feliz por ter as pessoas que mais amo por perto.
Eu já estava louca pra entrar na banheira e a Doula então encheu com água bem quentinha e quando entrei foi uma sensação maravilhosa... me senti acalmar e relaxar e pude ouvir a música e me sentir tão em casa, tão segura, tão consciente daquele momento maravilhoso e tão certa de que tudo ia ficar bem...


A partir daí já havia perdido a noção do tempo e por meu corpo estar mais relaxado, senti que a coisa estava caminhando rápido e as contrações ficando cada vez mais fortes. Me segurei naquele pano amarrado no teto, e fiquei ajoelhada na banheira, meio que sentada em meu calcanhar, a cada contração que vinha eu levantava o bumbum e segurava forte no pano, esticando meu corpo. Me concentrei na minha respiração J, inspirando bastante ar e deixando soltar pelo nariz bem lentamente, mas ao mesmo tempo sentindo grande parte deste ar descer pela garganta, peito e ventre...Nesse momento estou na partolândia. Já nem abro meus olhos durante as contrações. Não consigo falar, mal consigo me mover porque no intervalo parece que todas as minhas energias foram sugadas. Sinto pressão, não sei dizer ao certo se era dor. Estou focada na minha respiração, e isso me permite concentrar minhas energias no processo ao invés de concentrá-las na dor, então agora consigo entender porque muitas mulheres dizem que não sentem dor. É este o segredo, o segredo é esquecer a dor, é ignorar a dor, é concentrar em outra coisa, nesse caso, na respiração, que vai ajudar meu bebê a descer e a vir para os meus braços. Eu devo ter feito a lição de casa certinho J, porque sinceramente não me lembro da dor...A enfermeira veio me examinou novamente e não me disse nada, só vi ela fazendo um sinal de sim com a cabeça e isso queria dizer: pode chamar o médico...eu sabia que estava muito perto e eu devia estar já de 9 para 10 cm.

Foi logo em breve que senti algo muito forte, deve ser aquele momento da dor insuportável em que as mulheres gritam muito, mas eu continuava lá, quietinha, respirando forte, porém senti que chegara a um ponto que perdi a concentração, e pensei: a pressão é imensamente forte e mais do que isso não aguentarei. E então num instinto maternal eu subi uma das pernas para ficar de cócoras e senti a cabecinha de meu bebê escorregar para fora. A enfermeira pediu que eu virasse deitada de frente na banheira para ter espaço para o bebê nascer. Assim fiquei por alguns longos segundos, meio apagada, respirando tranquila e a cabecinha dele lá já de fora pra todo mundo ver. Não conseguia me mexer nem falar nada. Mas ouvi o David perguntar pro médico: “tudo bem”? E o médico respondeu, tudo bem, e me disse...fique tranquila, descanse, e espere a próxima contração. E foi isso que eu fiz. 



As contrações pararam, não vinham. Mais tarde o médico disse que é normal pois o útero relaxa depois que a cabecinha do bebê sai. Mas naquele momento eu senti que era a hora, que não dava pra esperar muito e recobrei minhas forças e respirei pela última vez para trazer meu bebê pro mundo. Sem fazer força, tentei fazer exatamente o que dizia no livro: respirei meu bebê pra baixo. E foi assim que Nicholas veio ao mundo.



Eu estava tão perdida no tempo que acho que pensei que estava na Irlanda e soltei um "Oh my God". Foi quando cheguei àquele momento que tanto visualizei por toda a gestação. O momento em que meu bebê chega ao mundo naturalmente. Nicholas estava alerta, com os olhinhos abertos, calminho e sereno no meu peito. Foi um momento maravilhoso. Sou mil vezes grata ao universo por ter me dado essa oportunidade. 



Dr. Rogério e E.O. Juliana com o Nicholas.



Doula feliz!






quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Oficinas de preparação em fevereiro 2015

Oficina de Preparação para o Parto e 
Oficina de Preparação para a Amamentação e primeiros cuidados com o RN

   Dia 07/02/2015 sábado das 13h30 às 18h00
Oficina de Parto -Das 13h30 as 15h00 - Conteúdo: fases do trabalho de parto, posições que facilitam a descida do bebê, como o acompanhante pode ajudar, como a doula pode ajudar, como podem trabalhar em conjunto. O que não fazer. Técnicas de alivio da dor.
Intervalo das 15h00 as 15h30.
Oficina de Amamentação e Primeiros Cuidados com o Recém-nascido: das 15h30 as 18h00. Conteúdo: pega correta, como prevenir os problemas mais comuns e como resolvê-los caso apareçam; o que o acompanhante pode fazer para promover e facilitar a amamentação e o vínculo entre mãe e bebê. Primeiros cuidados: curar o umbigo, trocas, banho, cólicas, prevenção de problemas mais comuns.
Facilitadoras: Tatiana Nagliati e Vânia Bezerra - Psicólogas, doulas e educadoras perinatais, atendendo partos há mais de 8 anos.
Investimento: 80,00 cada oficina, com direito a um acompanhante. (mais 40,00 por cada acompanhante extra).
Para fazer as duas oficinas: $150,00 (pagamento antecipado)
Inscrições com Vânia Bezerra - vaniacrbezerra@yahoo.com.br
ou com Tatiana Nagliati - tatiananagliati@gmail.com

Local: CLINFISIO Fisioterapia e Estética.
Rua Luiz Barbosa de Campos, 410 - Jardim Alvorada São Carlos - SP
(próximo ao restaurante Casa Branca).

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

OFICINAS DE PREPARAÇÃO EM NOVEMBRO 2014

Oficina de Preparação para o Parto e 
Oficina de Preparação para a Amamentação e primeiros cuidados com o RN

   Dia 29/11/2014 sábado das 13h30 às 18h00
Oficina de Parto -Das 13h30 as 15h00 - Conteúdo: fases do trabalho de parto, posições que facilitam a descida do bebê, como o acompanhante pode ajudar, como a doula pode ajudar, como podem trabalhar em conjunto. O que não fazer. Técnicas de alivio da dor.
Intervalo das 15h00 as 15h30.
Oficina de Amamentação e Primeiros Cuidados com o Recém-nascido: das 15h30 as 18h00. Conteúdo: pega correta, como prevenir os problemas mais comuns e como resolvê-los caso apareçam; o que o acompanhante pode fazer para promover e facilitar a amamentação e o vínculo entre mãe e bebê. Primeiros cuidados: curar o umbigo, trocas, banho, cólicas, prevenção de problemas mais comuns.
Facilitadoras: Tatiana Nagliati e Vânia Bezerra - Psicólogas, doulas e educadoras perinatais, atendendo partos há mais de 8 anos.
Investimento: 80,00 cada oficina, com direito a um acompanhante. (mais 40,00 por cada acompanhante extra).
Para fazer as duas oficinas: $150,00 (pagamento antecipado)
Inscrições com Vânia Bezerra - vaniacrbezerra@yahoo.com.br
ou com Tatiana Nagliati - tatiananagliati@gmail.com

Local: CLINFISIO Fisioterapia e Estética.
Rua Luiz Barbosa de Campos, 410 - Jardim Alvorada São Carlos - SP
(próximo ao restaurante Casa Branca).

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Karina e Dirk dando boas vindas à Glória.

Glórias!
Karina frequentou o Grupo de Apoio ao Parto Natural em 2013, algumas vezes acompanhada pelo esposo, o Dirk. Uma dessas reuniões ficará gravada pra sempre em minha memória: estávamos nos apresentando e o Dirk disse que seu nome era Richard. Eu e Karina ficamos com cara de interrogação. Depois ele explicou que a maioria das pessoas tem dificuldade de pronunciar seu nome, então ele inventou o Richard pra ficar mais fácil!

Rimos muito!

O casal me contratou como doula, e fui algumas vezes ao apartamento que ficava bem no centro. O porteiro era uma figura! Depois da primeira vez eu já chegava rindo porque entrar no prédio era sempre uma aventura. sabe daquelas pessoas que pra morrer de repente leva 6 meses? Então... eu me divertia muito! E então chegava no ap. e Karina me recebia, sempre linda, perfumada, com bolo e café pra acompanhar nossas reuniões. Conversávamos e tirávamos dúvidas. E assim chegamos à reta final da gestação, esperando o dia em que Glória chegaria.

Nesse meio tempo eles compraram uma casa e se mudaram para o bairro. Próximo do centro, uns 5 minutos de carro, mas para a Karina que estava acostumada a morar no centro, isso exigiu um tempo de adaptação.

Karina se aproximou das 42 semanas, o que gerou um pouquinho de ansiedade. A ideia de não entrar em trabalho de parto espontâneo é sempre estranha pra quem se prepara para o parto natural. A abertura para a indução quase sempre envolve estranhamento. Mas Karina entrou em trabalho espontâneo.

As contrações se aproximavam, chegavam a ficar de 5 em 5 minutos, no dia 02/11, e depois iam se distanciando, ela descansava, conversávamos por telefone... permanecemos confiantes de que voltariam quando fosse a hora. E assim passamos o fim-de-semana, até que chegou o momento em que o Dirk enviou-me uma mensagem dizendo que as dores estavam mais intensas e ela estava solicitando a minha presença. (04/11 à uma e meia da manhã).

Então eu fui. Encontrei-a na soleira da porta do quarto, em plena contração, e era uma das fortes. Ela foi se abaixando até ficar em quatro apoios e eu imediatamente pressionei seu quadril com as mãos, auxiliando-a a chegar ao outro lado da onda. Quando passou ela se levantou, expressando muito cansaço. Os dias passados com contrações irregulares estavam cobrando seu preço. (Um verdadeiro treino para as noites mal dormidas que acompanham um recém-nascido!).

Ficamos ali por pouco tempo. As contrações vinham a cada cinco minutos, mas duravam 2 minutos e meio, e eram bastante intensas. Então recomendei que fôssemos para a maternidade, para poder lançar mão da banheira como um recurso de descanso para a Karina, e também para verificar o bem estar da bebê.

Fomos então, e no caminho ela ficou muito brava com  o balanço do carro! Mesmo com todas as contrações fortes ela ainda queria mandar no caminho que Dirk deveria fazer, e praguejou quando ele entrou em uma rua que ela considerava a PIOR de todas as alternativas de rota para o hospital.

Pra quem acha que o trabalho de parto infantiliza as mulheres e as torna incapazes de fazer escolhas sensatas, lhes apresento a Karina! Brava feito uma onça acuada, distribuindo urros e "patadas", pedindo desculpas em seguida e depois ficando brava de novo.

Eu não vejo problemas em parturientes bravas! Vá você ficar noites mal dormidas, com uma dor intermitente e veja quanto tempo vai durar a sua doçura e amabilidade. Experimente entrar no carro (o que torna o desconforto mais forte pois no carro não dá pra ficar de cócoras...), e quero ver quem não vai ficar brava! Eu ficaria!

Enfim, chegamos.
Karina passando por uma contração.

Duas e meia da manhã. Exame de toque inicial de internação, 4 pra 5 cm. Chuveiro, banheira com objetivo específico de descansar e cochilar um pouco, depois caminhadas, marcha no lugar, rebolar, relaxar na bola de pilates. E assim o tempo vai passando e as contrações vão empurrando a bebê pra baixo.

Às 9 da manhã outro exame de toque, pouco mais de 8cm, colo fino, só falta descer! Está funcionando! Vamos em frente! Caminhadas no corredor, descanso na bola, chuveiro, cantando no chuveiro, Elis Regina: "minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos"...

Cócoras durante as contrações para ajudar a descer.

Meio dia mais ou menos e  as contrações começaram a se distanciar, voltando pra 5 em 5 minutos, e às vezes chegando a quase meia hora de intervalo. Encaramos como a trégua para reunir forças do sprint final, uma manobra sábia do organismo. Então vamos aguardar.

Descansando com o apoio do Dirk.
Contrações indo e voltando. No meio da tarde chegamos a pensar na alternativa da ocitocina sintética como alternativa para regular as contrações. Infelizmente a enfermeira plantonista foi contra, falou da beleza do parto natural: "vamos confiar no processo, a gente tem mania de querer acelerar as coisas, cada parto tem seu tempo"...

Às 5 da tarde Karina pediu outro exame de toque, a enfermeira falou como se tivesse aumentado; "está quase 9". Mas as contrações tinham espaçado novamente, depois voltaram, depois espaçaram...

Resolveram tentar descansar, e às 10 da noite me deram $ pra pegar um táxi e ir pra casa, tomar um banho e comer alguma coisa. Foi o que fiz, confiando que me chamariam e eu voltaria imediatamente quando as contrações voltassem a ficar próximas e intensas. Cidade de interior, sem transito de madrugada, é muito rápido ir e voltar. Então eu fui... de táxi até a casa deles, peguei meu carro e fui pra casa, tomei meu banho, comi, e deitei, cochilei meia-hora. Karina me ligou, voltei.

Encontrei-a na sala de espera, olhando pela janela. Ela tinha saído do quarto na ponta dos pés pra deixar o Dirk dormir um pouco , estava andando pelo corredor. Com quase 9 de dilatação, mas as contrações tão espaçadas que davam a ela tempo de sair da concentração, olhar em volta e preocupar-se comigo, me mandando pra casa pra descansar um pouco, e depois com o Dirk. Ela mesma impossibilitada de ter uma trégua? Não... as contrações tinham praticamente parado.

Conversamos, ela se soltou, chorou, soltou algumas travas, respeitou seus sentimentos.

Não me lembro porque voltamos ao quarto, acho que pra pegar alguma coisa, Dirk acordou e me viu no quarto, pulou da cama um pouco assustado, como se tivesse dormido muito, mas não tinha dormido nem uma hora inteira.

Quiseram que eu fosse embora de novo. Insistiram, dava pra ver que eu estava dormindo em pé, eles disseram que ficariam mais tranquilos se eu fosse dormir um pouco. Aceitei. Agora, tempos depois, sinto remorso por ter aceitado, mas foi o melhor que pude fazer naquele momento. Não me lembro se ofereci de chamar outra doula, mas tenho quase certeza de que teriam respondido que não era necessário, afinal as contrações tinham meio que sumido.

Dormi das duas às 6, cheguei no hospital às 6h45, encontrei o casal se preparando pra pedir a cesárea. Tinham conversado bastante durante a madrugada, e as contrações tinham vindo e espaçado novamente mais uma vez. Feito o exame de toque e a bebê estava no mesmo lugar desde as 9 da manhã do dia anterior. O sentimento era de que em todos os períodos em que as contrações tinham ficado fortes e próximas não tinham sido suficientes pra fazê-la baixar. Então o soro com ocitocina sintética faria acontecer o que já tinha acontecido dentro do processo natural. E a bebê não tinha descido. A dilatação estava perto de 9 há mais de 20 horas.

Decidiram-se então pela cesárea. Ajudei em tudo o que pude, fiquei por perto o tempo todo, e essa hora não é nada fácil. É saber que poderia gritar e agora vai ficar quieta... é saber que poderia sentir tudo e agora vai ter que ser anestesiada.

Karina e Dirk entraram então pra receber a Glória, que chegou valente, linda, forte! Como a mãe!



Na saída da cesárea Karina me contou que agora sabia de tudo sobre as melhores academias da cidade, pois esse tinha sido o assunto entre os médicos presentes na cirurgia. Depois de tudo ela ainda mantinha seu senso de humor intacto!

Karina e Glória.
Fiquei por perto até que ela estivesse no quarto, já tivesse amamentado, recebido a visita da mãe e da tia, todas felizes com a chegada da menininha linda, que com o tempo mostrou-se ser dona de uma energia de alta duração, assim como foi no trabalho de parto de 3 dias em que em nenhum momento seus batimentos cardíacos mostraram qualquer indício de cansaço. Glória chegou para nos ensinar que podemos ficar acordados.

Karina, você foi muito corajosa e persistente. Se o parto fosse questão de merecimento pelo esforço físico e mental, você com certeza teria parido.

Vamos voltar ao início da musica?

Não quero lhe falar meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo!
Viver é melhor que sonhar...

Você viveu seu parto de forma intensa e reveladora. Você se abriu até onde foi possível naquele momento.

Glória e Dirk
"Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração"...



Mas podemos re-escrever essa letra, vamos fazer uma nova versão desse clássico, vamos deixar de viver como nossos pais. Não amamos o passado, e conseguimos ver que o novo sempre vem!

Não caímos na ladainha de que se fosse pra ter cesárea não precisava ter sofrido... sabemos diferenciar dor de sofrimento, cansaço de sofrimento... e sabemos que cada contração valeu a pena! Cada contração preparou seu corpo pra amamentar, e também preparou a Glória para chegar bem,  respirar e ser saudável.

Glória seja sempre bem vinda!
Parabéns por cada contração, parabéns por cada hora de entrega, parabéns por ter respeitado seus sentimentos, parabéns por ter sido forte até o fim, parabéns por todas as noites mal dormidas desde então! Tudo valeu a pena!

Um grande abraço, a você, ao Dirk e à Glória!

Sempre grata!

Vânia.









sexta-feira, 3 de outubro de 2014

em Outubro:
Oficina de Preparação para o Parto e Oficina de Preparação para a Amamentação e primeiros cuidados com o RN
Com Vânia Vânia C. R. Bezerra e Tatiana Nagliati
dia 11/10/2014 sábado das 13h30 às 18h00
Oficina de Parto -Das 13h30 as 15h00 - Conteúdo: fases do trabalho de parto, posições que facilitam a descida do bebê, como o acompanhante pode ajudar, como a doula pode ajudar, como podem trabalhar em conjunto. O que não fazer. Técnicas de alivio da dor.
Intervalo das 15h00 as 15h30.
Oficina de Amamentação e Primeiros Cuidados com o Recém-nascido: das 15h30 as 18h00. Conteúdo: pega correta, como prevenir os problemas mais comuns e como resolvê-los caso apareçam; o que o acompanhante pode fazer para promover e facilitar a amamentação e o vínculo entre mãe e bebê. Primeiros cuidados: curar o umbigo, trocas, banho, cólicas, prevenção de problemas mais comuns.
Facilitadoras: Tatiana Nagliati e Vânia Bezerra - Psicólogas, doulas e educadoras perinatais, atendendo partos há mais de 8 anos.
Investimento: 80,00 cada oficina, com direito a um acompanhante. (mais 40,00 por cada acompanhante extra).
Para fazer as duas oficinas: $150,00 (pagamento antecipado)
Inscrições com Vânia Bezerra - vaniacrbezerra@yahoo.com.br
ou com Tatiana Nagliati - tatiananagliati@gmail.com
Local: CLINFISIO Fisioterapia e Estética.
Rua Luiz Barbosa de Campos, 410 - Jardim Alvorada São Carlos - SP
(próximo ao restaurante Casa Branca).

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Oficinas de Preparação em São Carlos - julho de 2014

Oficina de Preparação para o Parto e Oficina de Preparação para a Amamentação e primeiros cuidados com o Recém-Nascido.
dia 05/07/2014 sábado das 14h00 às 18h00
Oficina de Parto - Das 13h30 as 15h00 - Conteúdo: fases do trabalho de parto, posições que facilitam a descida do bebê, como o acompanhante pode ajudar, como a doula pode ajudar, como podem trabalhar em conjunto, como não atrapalhar a parturiente. técnicas de alivio da dor.


Intervalo com lanche coletivo das 15h00 as 15h30 -
Oficina de Amamentação e Primeiros Cuidados com o Recém-nascido: das 15h30 as 17h30. Conteúdo: pega correta, como prevenir os problemas mais comuns e como resolvê-los caso apareçam; o que o acompanhante pode fazer para promover e facilitar a amamentação e o vínculo entre mãe e bebê; primeiros cuidados: curar o umbigo, trocas, banho, cólicas, prevenção de problemas mais comuns.
Facilitadoras: Tatiana Nagliati e Vânia Bezerra - Psicólogas, doulas e educadoras perinatais, atendendo partos há mais de 8 anos.
Investimento: 80,00 cada oficina, com direito a um acompanhante. (mais 40,00 por cada acompanhante extra).
Para fazer as duas oficinas: $150,00
Inscrições com Vânia Bezerra - vaniacrbezerra@yahoo.com.br
ou com Tatiana Nagliati - tatiananagliati@gmail.com
Local: CLINFISIO Fisioterapia e Estética.
Rua Luiz Barbosa de Campos 410 - Jardim Alvorada São Carlos - SP
(próximo ao restaurante Casa Branca).

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ana Paula e Adilson recebendo Rodrigo, o bebê sorriso!

Ana Paula chegava radiante nas reuniões do GAPN São Carlos. Começou quando estava com 5 semanas e esteve lá por 15 vezes. Até hoje, um ano depois, continua sendo a recordista em número de reuniões, e quem diria, ela bateria outros recordes também!

Eu adorava o sorriso dela e ficava imaginando que se ela contratasse alguém como doula, essa doula seria muito sortuda!

Um dia tivemos uma reunião cujo tema foi o pagamento de uma suíte de parto, se era necessário ou não, se faria diferença ou não... Ana Paula tirou muitas duvidas nesse dia.

Dai um tempo depois ela me ligou dizendo assim: "Então Vânia... uma amiga minha que é doula vai estar comigo, mas acontece que ela tem um filhinho pequeno e pode ser complicado se eu entrar em TP e precisar de doula de madrugada... e além disso agora ela também está grávida, com os desconfortos de início de gestação... por isso eu gostaria que vc também viesse no meu parto".

Opa, virei sortuda também! Adorei! E assim, Alice Ibelli e eu tivemos o enorme prazer e honra de trabalharmos juntas.

Começamos então a marcar as reuniões de preparação, eu ia à casa deles e assistimos alguns videos, conversamos bastante, rascunhamos o plano de parto. Ela continuava frequentando as reuniões e também participou da oficinas de preparação para o parto, onde o acompanhante também recebe uma atenção para saber o que fazer no dia P.

Ana Paula já tinha um filho de 5 anos, nascido de cesárea após apresentar uma queda de batimentos cardíacos durante um exame feito por rotina e fora de trabalho de parto. Um exame famoso por apresentar resultados falso positivos, ou seja, o exame diz que o bebê está em "sofrimento" mas ele não está. Enfim, depois de fazer o exame e ele não resultar em resultado tranquilizador, quem pagaria para ver? Ana Paula foi encaminhada pra cesárea, o bebê nasceu bem, e anos depois nasceria uma mãe ávida por informações que ajudassem a conseguir um parto tranquilo, e se possível sem cortes!

Pra ficar como lembrança fizemos uma pintura de barriga. Conversando e tirando duvidas, afinando o vínculo. Foi uma manhã de sábado muito gostosa!




Nesse ponto, preparação concluída,  tudo pronto para o dia em que o Rodrigo resolveria nascer.









Num fim de tarde, Ana Paula chegando na casa da mãe dela pra buscar o filho mais velho, acabando de fechar o portão, vem um cara completamente bêbado, bate no carro dela, por questão de segundos ela não foi atropelada. O carro dela ficou detonado, o portão da casa danificado, e ainda juntou um monte de gente em volta dela fazendo aquele tipo de discurso moralista que não resolve nada sabe? Ela começou a ter contrações, e ai calmamente pediu a alguém da família que assumisse a negociação com a família do bêbado e desse as informações que a polícia necessitasse, enquanto ela foi tomar um banho e ficou conversando com o bebê dizendo que estava tudo bem, que não precisava nascer ainda se não estivesse pronto, que tinha sido só um susto, essas coisas às vezes acontecem... as contrações pararam, e os dias continuaram transcorrendo calmamente. Ela com carro emprestado do pai enquanto o dela estava no conserto.




E ai um dia eu estava almoçando e o telefone tocou. Era o Adilson, marido dela, dizendo que tinham feito compras durante a manhã, ela estava tendo contrações e quando resolveram marcar já estava de 5 em 5 minutos ou menos. Uau! Catei minhas coisas o mais rápido possível, deixamos meu filho na escola um pouquinho mais cedo e corremos pra lá. Meu marido me deixou lá e voltou pra casa. Cheguei pouco antes da uma da tarde.

Quando entrei ela estava no chuveiro, de cócoras, me recebeu com o sorriso iluminado de sempre, dizendo que agora estava incomodando um pouquinho mais. Fiquei por ali, fiz massagem durante as contrações, ela quis sair, e a Alice chegou em seguida.

Ana Paula muito tranquila, sorridente, quando vinham as contrações ela se concentrava em relaxar, soltar os ombros, respirar fundo, e passava. Tomou suco, quis gelo para ficar mordendo, usou a bola... Alice tirando fotos e ajudando na descontração, colocou pra tocar a seleção de músicas para o dia P.

Hora de avisar o pediatra. E ele não poderia atender o parto porque estava de plantão. Então o Adilson ligou pra a pediatra back up. E a secretária não atendeu muito bem, achou que era alguém querendo marcar consulta pra ver se seria possível acompanhar o parto... mandei mensagem direto pra pediatra, expliquei a situação. Ficamos aguardando.

Ana Paula voltou para o chuveiro, mais massagens, relaxamento...

Voltou para a sala, e disse que estava um pouco cansada, ia tentar deitar um pouco. Quando vinham as contrações alguém estendia a mão e ela se levantava. Tirou um ou dois cochilos.

Recebi mensagem da pediatra dizendo que acompanharia sim o parto, sem problemas. ufa! respiramos aliviados!

Ai em uma das contrações Ana Paula fez força. Fiquei esperando mais um pouco. Se fosse segundo parto eu já teria falado alguma coisa, mas pra primeiro parto, com duas horas de trabalho de parto ativo e já está fazendo força?? Resolvi esperar mais um pouco. Na próxima ela fez mais uma forcinha. E na outra fez uma forçona! Foi a minha hora de abrir um sorriso!

- Vamos pra maternidade?

Pegamos as coisas, colocamos tudo no carro, fechamos a casa. Decidimos ir pela estrada pra chegar mais rápido. Ana Paula e eu no banco de trás, Alice dirigindo e o Adilson no banco da frente, apoiando Ana Paula e ajudando Alice a encontrar o melhor caminho. Trabalho em equipe!

Na estrada tinha um bloqueio desses em que fecham uma faixa porque estão recapeando a outra. O transito estava bem devagarinho. e Ana Paula sorriu e disse: - "Tinha que ser comigo"!

Todos demos risada nessa hora.

Faltando um quarteirão pra chegar na maternidade ela vocalizou um pouquinho mais forte e os 3 dentro do carro falamos quase juntos: - "vai ser a última contração dentro do carro". E sorrimos novamente. Chegamos.

Na recepção ela já teve mais uma contração, e eu a encaminhei pra salinha de exames que fica ali ao lado. A recepcionista me chamou dizendo que a enfermeira queria falar comigo no telefone.



- "Vânia, já tá nascendo? Pq estamos acabando de limpar o quarto, ela pode esperar um pouquinho"?

Respondi que sim, que podia, o bebê não estava nascendo. Pelo menos até aquele ponto não estava. :)

Voltei pra salinha de exame pra ficar junto com ela, veio mais uma contração e ela se abaixou. Na próxima pediu pra ir ao banheiro. Eu e Alice acompanhamos.

Adilson estava ali ao lado preenchendo os papéis da internação.

Mais uma contração e Ana Paula vocalizou forte. Muito tranquila mas muito forte. Olhei e vi o topinho da cabeça do bebê começando a aparecer.

Quando passou a contração ela disse:

- "Vânia, eu quero ir pra água"!

E respondi com a maior tranquilidade:

- "Não vai dar tempo de encher banheira"!    :)

Sai pra pedir pra chamar e enfermeira e ela estava falando alguma coisa com a recepcionista.

- "Shirley, tá nascendo".

Entramos, já estava vindo mais uma contração, a Shirley olhou, em seguida olhou pra mim e pediu pra eu chamar a equipe enquanto ela estava procurando as luvas.

Sai na recepção e pedi pra recepcionista chamar o Dr. Rogério enquanto eu liguei direto no celular da pediatra e expliquei que já estava nascendo, pra ela vir. Adilson entrou junto comigo.

Ficamos todos dentro do banheiro, esperando a próxima contração, eu apoiando Ana Paula de um lado, Adilson apoiando do outro, Shirley na frente, Alice filmando e  Dr Rogério entrou a tempo de ajudar a pegar o bebê.


O brilho nos olhos da Ana Paula ao olhar para o bebê em seus braços é inesquecível! Eu moveria céus e terras pra poder ver aquele brilho nos olhos de todas as mulheres! Muito amor!

E muita emoção! Dr. Rogério sintetizou o sentimento de todos: - "Ana Paula vc gosta mesmo de emoção!"



Ajudamos ela se sentar em uma cadeira de rodas com o bebe no colo e fomos em comboio pra o andar de cima, o da maternidade. Lembro bem das pessoas que estavam na recepção e acompanharam a correria, ao verem ela saindo da sala de exames com o bebê nos braços e um sorriso radiante que chegava até os olhos... todos que estavam ali ficaram felizes!



Quando chegamos no setor da maternidade a auxiliar de enfermagem estava vindo, esperando encontrar uma mulher em trabalho de parto e deparou-se com uma mulher sorridente com o bebê nos braços!

- "Que aconteceu"??!!

R) " Já nasceu"!

Chegamos ao quarto, a pediatra chegou em seguida, super tranquila e super feliz. Nada como poder contar com gente que ama o que faz!

Só faltava a placenta, e ela veio rápido também. Foi só ir até o chuveiro, sentar-se um pouco na banqueta de parto, e ela veio. Linda, inteira, cumpriu bem seu papel.

E assim eu e Alice deixamos o casal com seu mais novo filho. Foi um parto todo tranquilo e feliz, e poucas semanas depois pudemos ver através das fotos compartilhadas por Ana Paula que esse é o bebê sorriso!









Ana Paula, gratidão imensa por ter me chamado para fazer parte deste momento tão lindo! Você é uma guerreira da luz! E seja bem vinda ao clube das militantes!

Por que seja no segundo andar, na suite master ou no banheirinho da sala de exame, os bebês nascem! E você provou que não precisa de nada além de você mesma! :)

Adilson, obrigada pela confiança.




Rodrigo, seja muito bem vindo sempre! Que sua vida seja iluminada e radiante como foi o dia do seu nascimento!





Ana Paula mãe de dois!
Um grande beijo a todos!














                                                                                         

Vânia. Bezerra.




Aqui o link para o video do parto:
https://www.youtube.com/watch?v=ua4vR4Rc_d4